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Uma procuração é um documento por meio do qual uma pessoa transfere a outra o poder para agir em seu nome em determinadas circunstâncias.
Nos tempos bíblicos, essa transferência de poderes era feita mediante o compartilhamento de certos objetos. Na história de José, após interpretar o sonho do faraó e lhe expor um plano para salvar o Egito durante o período de escassez, o monarca fez dele seu procurador. Para que todos soubessem a nova posição ocupada por José, o faraó lhe deu seu anel de sinete. A partir daquele momento, José estava investido com a autoridade real e tinha plenos poderes para agir em nome do rei em todos os negócios da nação.
De uma hora para outra, ele ascendeu da prisão ao cargo de primeiro-ministro do Egito. O filho pródigo da parábola, ao voltar para casa, também recebeu um anel do pai, que simbolizava a plena reintegração ao círculo familiar.
Naquele momento, deixou de ser um maltrapilho e passou a ser alguém com autoridade sobre os negócios da família. Do ponto de vista lógico, incumbir o filho gastador com tamanha responsabilidade não parecia sábio. Contudo, o pai entendeu que ele havia se arrependido genuinamente e merecia uma segunda chance.
Tanto a história de José quanto a parábola do filho pródigo retratam pessoas que não tinham valor algum para a sociedade, mas receberam grandes incumbências.
Da mesma forma, nós, pecadores indignos, quando aceitamos a Cristo, automaticamente nos tornamos Seus representantes perante o mundo.
Como embaixadores do Céu, carregamos a credencial de Cristo, que nos habilita a agir em Seu nome em prol da salvação dos que estão ao nosso redor.
Essa é uma honra extraordinária! Você tem vivido à altura dessa responsabilidade? Pense nisso ao longo deste dia.