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Missão safári – 1

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Porque vocês, irmãos, foram chamados à liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à carne; pelo contrário, sejam servos uns dos outros, pelo amor. Gálatas 5:13

O Quênia parecia empolgante! Acho que fui atraída pela oportunidade de visitar a África, mas eu também sabia que teria vários desafios, apesar da aventura.

Aquilo me desafiou a encontrar satisfação em fazer algo pelos outros, em vez de ser simplesmente uma pessoa egoísta. Passei 21 anos incentivando pastores e igrejas a se envolverem em missões. Eu acreditava nisso e prometi a mim mesma que um dia eu faria uma missão. No meu coração, sentia que deveria ir para a África. Ao considerar a viagem, fiquei imaginando qual seria a minha função. Eu estava inclinada a servir nas clínicas médicas.

Apesar de não ser médica nem enfermeira, eu me senti chamada e me ofereci como voluntária. Todas as manhãs, nossa equipe subia em caminhonetes abertas e viajava por estradas lamacentas e esburacadas. Quando chegávamos a um local com duas ou três árvores próximas o suficiente para fazer sombra sobre nossa clínica, começávamos a nos instalar ali. Geralmente, pouco antes de terminarmos de instalar a clínica, o povo Massai já estava caminhando em nossa direção, a fim de ver o médico. Mães vinham com seus filhos, e homens, jovens e idosos deixavam seus rebanhos para vir receber atendimento. Recebi instruções básicas sobre como verificar os sinais vitais de uma pessoa e fui colocada na mesa de registro.

Antes que eu partisse para a África, minha filha e meu neto me encontraram na loja de 1 dólar para escolhermos coisas para as crianças do Quênia.

Assim, levei brinquedinhos e livros para colorir, entre outras coisas. Na missão, todos os dias eu enchia minha bolsa com presentinhos.

Quando uma mãe trazia seu bebê doente, com o nariz escorrendo ou com lágrimas no rosto, eu pegava minha bolsa e lhe dava um pacote de lencinhos bonitos.

As mulheres com o rosto cansado e mãos calejadas recebiam um creme para as mãos. As crianças, sujas e maltrapilhas por brincarem na poeira, recebiam uma toalha de rosto e um sabonete. Sim, o lugar era sujo e empoeirado. Havia moscas cobrindo o rosto dos pacientes que atendíamos, mas Deus me deu graça e vigor para servir àqueles que precisavam sentir Seu amor. Era bom saber que eu estava sendo usada por Deus! Ellen G. White escreveu: “As pessoas comuns devem ocupar seu lugar como obreiros. Ao se solidarizar com as dores de seus semelhantes da mesma forma que o Salvador participou das dores da humanidade, pela fé, elas O verão trabalhando consigo” (Obreiros Evangélicos, p. 29).

Bernadine Delafield

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