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Em meados do século 19, a marinha dos Estados Unidos tinha um navio-escola chamado USS Somers. Sob o comando do capitão Alexander Mackenzie, o Somers partiu para a África em uma viagem de estudos com vários cadetes a bordo.
Tudo corria bem até surgirem rumores de um motim.
Não demorou muito para que se descobrisse que o líder da conspiração era o alferes Philip Spencer, filho do Secretário de Defesa dos Estados Unidos.
Ele e outros cadetes planejavam tomar a embarcação e transformá-la em um navio pirata, eliminando qualquer tripulante que se recusasse a participar.
Uma busca no camarote de Spencer revelou várias provas incriminatórias: uma lista em grego com os nomes dos cadetes que seriam mortos e um desenho do Somers com uma bandeira pirata. Declarado culpado por um tribunal militar, Spencer foi enforcado três dias depois – um desfecho trágico e tolo para o filho de um homem influente.
Essa foi a única tentativa de motim registrada na história da marinha dos Estados Unidos. Uma tragédia sem sentido. O filho de um político tão importante do seu país, acusado de atacar o próprio país. Foi uma tragédia, mas também uma grande tolice. O que aqueles jovens planejavam? Não sabemos completamente.
Eles tinham tudo o que a vida pode oferecer.
Spencer tinha “tudo”. Uma de suas maiores posses era a alta posição política de seu pai, cuja honra se estendia a ele. Nenhuma das boas coisas que se pode ter neste mundo lhe faltava, mas ele carecia de algo essencial para viver bem: sabedoria, discernimento e humildade. Talvez, acostumado à diversão, tenha visto o motim como mais uma brincadeira. Não confie demais nos seus privilégios. As conquistas dos seus pais não serão suficientes quando você tiver que demonstrar por si mesmo a sua capacidade.
Tampouco o livrarão das consequências dos seus erros.
Lembre-se de Philip Spencer e do que Deus diz em Sua palavra: “Meu filho, se os pecadores quiserem seduzir você, não consinta. [...] Não se ponha a caminho com eles” (Pv 1:10, 15).