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Ciro, o Grande, entrou para a história como o protótipo do monarca sábio. Porém, uma pequena tolice, um simples ato de arrogância, manchou seu histórico e lhe custou a vida. Em 550 a.C., Ciro reuniu um enorme exército e marchou contra seu avô Astíages, rei dos medos. Ele o derrotou facilmente e se proclamou rei da Média e da Pérsia.
Em rápida sucessão, conquistou vitória após vitória: derrotou Creso, rei da Lídia, e marchou contra Babilônia, esmagando-a em 539 a.C. Então tornou-se Ciro, o Grande, governante do mundo. Depois de se apoderar das riquezas de Babilônia, Ciro voltou sua atenção para o leste, para as tribos bárbaras. Os masságetas, uma tribo feroz e guerreira, eram governados pela rainha Tômiris. Embora não tivessem riquezas, Ciro decidiu atacá-los, acreditando ser invencível. Quando Ciro chegou na fronteira dos masságetas, recebeu uma carta da rainha Tômiris, que dizia: “Rei dos medos, aconselho-o a abandonar seu empreendimento, pois você não sabe se terá lucro. Governe seu povo e aceite que eu governe o meu.
Mas suponho que você rejeitará minha advertência, pois a última coisa que deseja é viver em paz.” Ciro usou um ardil para derrotar o exército mass ágeta.
Sabendo que eles não conheciam o luxo, organizou um banquete, deixou um pequeno destacamento para vigiá-lo e se retirou. Os masságetas derrotaram o destacamento e se fartaram com as delícias do banquete, adormecendo em seguida.
Ciro então atacou, derrotou todo o exército e capturou o comandante, filho da rainha Tômiris. A rainha escreveu a Ciro: “Devolva-me meu filho; caso contrário, juro pelo Sol que lhe darei mais sangue para beber do que você seja capaz de consumir.” Ciro se recusou a libertar o jovem, que cometeu suicídio. Ao saber da morte de seu filho, Tômiris, cheia de ira, convocou seu povo para uma guerra sangrenta. Os masságetas venceram, e Ciro morreu. Tômiris cortou sua cabeça e a mergulhou em um barril de sangue humano para cumprir sua ameaça. Um ato de arrogância destruiu suas conquistas. Tenha cuidado, não deixe que a arrogância ofusque tudo de bom que você fez até agora.