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Bebê no bolso

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Será que uma mulher pode se esquecer do filho que ainda mama, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, Eu, porém, não Me esquecerei de você. Isaías 49:15

Nosso capelão nos relatou uma história incrível de oração, fé e resiliência que ocorreu quando ele era pastor na Jamaica. Ele contou sobre uma mãe, membro de sua igreja, que teve um trabalho de parto longo e cheio de complicações.

Depois que o bebê nasceu, os médicos temiam que não sobrevivesse por muito tempo ou que ficasse permanentemente em estado vegetativo.

Inconformada, a mãe, a quem chamaremos de Bertha, simplesmente embrulhou seu precioso filho em um manto, colocou-o em seu bolso e foi embora. Ninguém teve coragem de impedi-la. Em casa, onde seus outros 12 filhos brincavam, Bertha tirou seu vestido sujo do parto e o colocou em um balde de água para lavá-lo.

Quando amigos lhe perguntaram sobre o bebê, ela se lembrou da criança ainda no bolso do vestido. Orando fervorosamente, Bertha tirou o pequeno bebê do bolso, aqueceu-o e o acalmou, suplicando a Deus que preservasse sua vida.

Aquela pequenina criança ficou bem depois de algumas visitas ao hospital para transfusões de sangue. O Médico-Mestre sabe mais do que qualquer médico e tem o poder de cura. Bertha nunca deixou de orar. De fato, ela orou quando seu filho começou a ir para a escola, quando ele terminou a faculdade e continuou orando quando ele começou a pastorear uma igreja. Quando contei essa história incrível para minhas amigas, cuja maioria também é mãe, elas ficaram incrédulas. Elas recitaram o texto de hoje, omitindo a última sentença: “Eu, porém, não Me esquecerei de você.” Bertha, contudo, não se esqueceu dessa importante promessa de amor e viveu aquela verdade. Refletindo sobre essa história, lembrei-me de uma passagem inspirada: “A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. […] A oração não faz Deus descer até nós, mas eleva-nos a Ele” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 59 [93]). A vida de Bertha era pautada pela fé e pelas orações, exalando essas passagens inspiradas.

Sua fé simples e humilde envolvia tudo o que ela fazia, com uma vida espiritual repleta de amor. Bertha era uma guerreira de oração.

Como podemos viver uma fé semelhante?

Glenda-mae Greene

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