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O jovem, alegre e despreocupado quando abandonou a mansão paterna, pouco imaginou a dor e saudade deixadas no coração do pai.
Quando dançava e festejava com os companheiros devassos, pouco meditava na sombra que havia caído sobre a casa paterna.
Agora, enquanto percorre o caminho de volta, com cansados e doloridos passos, não sabe que alguém aguarda seu regresso.
Mas, vindo ele ainda longe, o pai lhe distingue o vulto, pois o amor tem bons olhos. Nem o definhamento causado pelos anos de pecado pode ocultar o filho aos olhos do pai, que, compadecido dele, correndo, o abraça e beija com ternura e amor (Lc 15:20). O pai não permite que olhos desdenhosos vejam a miséria e as vestes esfarrapadas do filho. Toma dos próprios ombros o manto amplo e valioso e lança-o em volta do corpo combalido do filho […]. O pai o toma consigo e o leva para casa. Não lhe é dada a oportunidade de pedir a posição de trabalhador. É um filho que deve ser honrado com o melhor que a casa pode oferecer e ser servido e respeitado pelos funcionários. O pai diz aos servos: “‘Tragam depressa a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel no dedo dele e sandálias nos pés. Tragam e matem o bezerro gordo. Vamos comer e festejar, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.’ E começaram a festejar” (Lc 15:22-24) (PJ, p. 114, 115 [203, 204]).
“Eu afirmo a vocês que a mesma alegria existe diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lc 15:10).