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O orgulho que vem da prosperidade

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Eclesiastes 2:8, NVT. Juntei grande quantidade de prata e ouro, tesouros de muitos reis e províncias. Contratei cantores e cantoras e tive muitas concubinas. Tive tudo que um homem pode desejar!

Nobre na juventude, nobre no início da vida adulta, amado por Deus, Salomão iniciou um reinado com grandes promessas de prosperidade e honra.

Nações se maravilhavam do saber e conhecimento do homem a quem Deus havia concedido sabedoria. Mas o orgulho da prosperidade trouxera a separação de Deus. Da alegria da comunhão divina, Salomão se desviou para encontrar satisfação nos prazeres dos sentidos. Ele descreveu essa experiência: “Empreendi grandes obras. Construí casas e plantei vinhas para mim. Fiz jardins e pomares […]. Comprei escravos e escravas […]. Amontoei também para mim prata e ouro e tesouros de reis e de províncias. Provi-me de cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mais mulheres. Eu me tornei importante e superei todos os que viveram antes de mim em Jerusalém […]. Tudo aquilo que os meus olhos desejaram eu não lhes neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma, pois eu me alegrava com todas as minhas fadigas […]. Considerei todas as obras que as minhas mãos fizeram, e também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol. Então passei a refletir sobre a sabedoria, a tolice e a falta de juízo. O que poderá fazer o sucessor do rei? O mesmo que outros já fizeram” [...]. “Perdi o gosto pela vida […]. Também perdi o gosto por todo o meu trabalho, com que me afadiguei debaixo do sol” (Ec 2:4, 5, 7-12, 17, 18). Por sua amarga experiência própria, Salomão conheceu o vazio de uma vida que busca seu mais elevado bem nas coisas terrenas (Ed, p. 107 [153]).

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