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A esperança do povo de Deus repousa na volta de Jesus.
Dessa promessa vem o nome da Igreja Adventista: o povo que aguarda a segunda vinda de Cristo. Nós cremos nisso, nós esperamos por isso e cantamos sobre isso.
Gerações de adventistas têm cantado: “Breve virá, breve Jesus voltará!” Nós sempre associamos o virá com o breve. É exatamente por isso que o versículo de hoje me deixou perplexo. Um dia, ao ler esse verso, minha mente parou, e eu pensei: “Como assim, ‘o noivo demorou a chegar’”? Não pode ser! Como é que eu vou cantar “não tardará” ou “breve virá” quando eu leio na Bíblia: “o noivo demorou a chegar”? A solução para esse paradoxo tem a ver com a ênfase de nossa pregação. Em nossa obsessão com o tempo, o breve acaba se tornando mais importante que o virá. Nós ficamos mais preocupados com os ponteiros do relógio do que em viver o evangelho. Vou tentar explicar melhor. Um dia sem ver o amor da sua vida parece uma eternidade, porém um dia ao lado dele ou dela passa voando.
Uma coisa é passar o sábado confinado, esperando para fazer uma prova; outra coisa é passar o sábado em um campori superanimado.
O tempo é o mesmo, mas nós o sentimos passar de forma diferente. O problema é que, na “geração do miojo”, meia hora é uma eternidade.
Na realidade, quem fixa os olhos no movimento dos ponteiros perde de vista a aventura da vida. William Barclay escreveu: “Devemos viver de tal forma que não importe o dia da volta de Cristo.” Só assim o evento vai se tornar mais importante que o tempo no qual ele vai ocorrer. Enquanto esperamos, o Pai do Céu deseja produzir em nós paciência que nos faça perseverar na fé e na fidelidade aos Seus mandamentos.
Por isso, hoje eu consigo cantar “não tardará” e “breve virá”. Quando sinto que o Noivo está demorando, sei que o problema está em mim, não Nele.
Jesus não está atrasado. Espere com fé e seja fiel.