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Enquanto andou entre nós, Jesus não falava apenas de uma transformação religiosa. Ele anunciava uma inversão nas prioridades da sociedade.
No mundo pautado pela bajulação, o serviço foi estabelecido como regra de Seu reino. Na parábola sobre o juízo final, em Mateus 25:31 a 46, Ele mais uma vez estava prestes a abalar aquela sociedade autossuficiente.
Na parábola, a humanidade é dividida em dois grupos.
Os religiosos daquele tempo costumavam dividir as pessoas com base na semelhança de fé. Contrariando o senso comum, o Mestre apresentou outro critério: o cuidado com os mais vulneráveis. Em meio a tantas questões importantes, havia algo determinante no juízo final: o amor ao próximo. Alguém pode pensar que esse seria um indício de salvação pelas obras. Contudo, a parábola traz um ensinamento profundo sobre a verdadeira fé. Não simplesmente a fé que professamos, mas a que vivemos.
E mais, não é a fé que vivemos na igreja ou em um dia na semana. É a fé que define nossa conduta de amor com relação aos que sofrem.
Em 1 Coríntios 13, o amor não é descrito com adjetivos, mas com verbos, demonstrando que sua natureza está mais ligada a ações do que a qualidades.
Não se pode subestimar o poder do amor em ação.
Ellen G. White afirmou: “O amor fará aquilo que o argumento deixar de realizar” (Obreiros Evangélicos, p. 93 [121]). A parábola das ovelhas e dos bodes é um golpe fatal na fé formalista de pessoas que se importam apenas com aqueles que elas julgam ser importantes. Ela muda radicalmente nossa forma de enxergar o mundo.
Ellen G. White escreveu que: “Quando as nações se reunirem diante Dele, haverá apenas dois grupos, e seu destino eterno será determinado pelo que houverem feito ou negligenciado fazer por Ele, na pessoa dos pobres e sofredores” (O Desejado de Todas as Nações, p. 512 [637]).