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Por mais que pareça inofensiva, a confecção de imagens de Deus é uma tentativa de diminuí-Lo, fazendo com que Ele possa ser conduzido pelos seres humanos.
É exatamente por isso que a Bíblia condena tão veementemente essa prática. Tornar Deus um objeto seria destituí-Lo de vida, poder e liberdade.
Seria uma tentativa de forçá-Lo a depender de nós para agir.
Além disso, qualquer imagem feita pelos seres humanos com o propósito de representar a Deus sempre será limitada. Uma imagem só é capaz de conter certas características divinas. Sendo assim, outras imagens serão necessárias.
Uma hora precisarão de um deus para o amor.
Em outro momento, de um para a guerra, e assim por diante.
Esse é um círculo vicioso. No fim, uma multidão de imagens acaba se convertendo em um exército de deuses. Essa é a raiz do politeísmo, a crença na existência de várias divindades. Os seres humanos não devem fazer imagens de Deus porque foram criados à Sua imagem (Gn 1:27). O Deus vivo precisa ser representado por imagens vivas.
Utilizar matéria sem vida, por mais suntuosa que esta seja, vai de encontro a uma de Suas características: Ele é Deus dos vivos (Lc 20:38).
A idolatria considera impotente Aquele que é onipotente.
Na antiguidade, estar em posse de uma imagem da divindade conferia ao adorador a capacidade de manipulá-la. Em um passado mais recente, era comum as mulheres colocarem a imagem de Santo Antônio, conhecido como santo casamenteiro, de cabeça para baixo para castigá-lo por não terem encontrado um marido. Com a proibição da idolatria, Deus demonstra que Ele não pode ser controlado pelos homens. É como se nos dissesse: “Eu não quero que vocês Me carreguem em suas costas. Podem deixar que Eu mesmo carrego vocês.” É por isso que não precisamos sair por aí carregando imagens de Deus em devoção.
Carregar Deus nas costas é idolatria.
Carregá-Lo no coração é adoração.
Saiba escolher!