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Nomofobia é um termo cunhado a partir da expressão inglesa “no-mobile-phone phobia”, que significa medo de ficar sem acesso ao smartphone.
Esse é um transtorno psicológico que tem afetado muitos na era digital. Ele pode ser identificado a partir de quatro sintomas. O primeiro é a fissura.
Esse sintoma é observado quando a pessoa usa o smartphone para se sentir melhor em um momento de tristeza ou quando fica até tarde da noite nas redes sociais. O segundo é a crise de abstinência. Nesse caso, a pessoa não consegue permanecer uma hora sem checar o aparelho, ficando com ele mais tempo na mão do que no bolso.
Na hora de dormir, ela o coloca ao lado da cama, e a primeira coisa que faz ao acordar é conferir as redes sociais. O terceiro é o prejuízo.
Como consequência dos dois sintomas anteriores, a pessoa tende a se atrasar para compromissos ou deixar de fazer coisas importantes.
Além disso, quando um novo modelo de smartphone é lançado, gasta mais do que pode para a dquiri-lo. Tudo isso leva o nomofóbico ao descontrole, que é o quarto sintoma, percebido pelas pessoas com as quais convive. Ele afeta profundamente a vida social. Se você se identificou com esses sintomas, siga três dicas do professor José Alexandre Crippa, do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Universidade de São Paulo. Primeira: não perca o sono. Deixe o smartphone fora do quarto e compre um despertador para não ter que usar o aparelho no começo do dia. Segunda: use a regra dos primeiros 45 minutos. Ao acordar, você deve se preparar para o dia. Os primeiros 45 minutos são seus.
Não cheque o smartphone antes disso.
Terceira: afaste-se do smartphone durante seu período mais produtivo. Enquanto envolvido em tarefas que exigem concentração, mantenha-o fora do seu alcance. Deus deseja que tenhamos uma vida plena, e os recursos digitais, quando mal-empregados, nos impedem de experimentá-la. Viva no mundo real e dê atenção aos que estão ao seu redor.
Caso tenha perdido o controle, busque ajuda e peça a Deus a restauração do domínio próprio.