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Violentas manifestações ocorrem na capital do reino.
Mais de um terço dos moradores protestam contra o governo, alegando que o sistema é abusivo e manipulador. O líder da rebelião é alguém que, até pouco tempo antes, ocupava uma das mais altas funções no gabinete real. O discurso dos manifestantes é uníssono: “O Rei não Se preocupa com nossa individualidade. Suas leis são controladoras.
Ele reprime nossos desejos e sufoca nossa liberdade.
Queremos um regime mais democrático já! A Constituição precisa ser refeita.” Para lidar com essa crise, um inquérito foi instaurado para analisar a legislação do reino.
Contudo, os assessores do rei informam que Ele decidiu permanecer em silêncio e prefere deixar que o tempo revele a verdade. Embora pareça a manchete de um jornal, essa é a descrição resumida do início do grande conflito. Lúcifer, um importante anjo, se envaideceu e envenenou a mente de outros anjos contra o governo de Deus.
Ele levantou suspeitas sobre a justiça divina.
Disse que o Criador governava Suas criaturas de forma tirânica. Essas acusações levaram o próprio Deus para o banco dos réus. No texto de hoje, o apóstolo Paulo diz que Deus prevalecerá quando for julgado. E Sua vitória se dará da maneira mais clara possível.
Com o poder que tem, Ele poderia ter eliminado Seus opositores.
Ao deixar os anjos rebeldes livres para formar uma sociedade alheia às Suas leis, Deus lhes concedeu o benefício da dúvida. Tudo teria que ficar claro.
O próprio Deus teria que Se justificar diante do tribunal do Universo.
Essa era a única forma de se fazer justiça.
Fico impressionado com o fato de Deus ter aceitado provar Sua inocência, mesmo não devendo satisfação alguma para Suas criaturas.
Isso mostra que Ele respeita e valoriza nossa liberdade de pensamento. Ele não nos força a acreditar em Sua justiça. Em vez disso, prefere nos mostrar, na prática, o quanto é justo e amoroso. Quando o julgamento terminar, todos dirão: “Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações” (Ap 15:3).