|
“Abraão creu em Deus, e isso lhe foi atribuído para justiça”, e ele foi chamado amigo de Deus. Tiago 2:23 Minha filha, Kristin Marie, me deu de presente uma aula com um mestre tecelão. Aprendi a montar um tear de colo e a fazer tecidos.
Para uma costureira, alfaiate e amante de tecidos, esse foi o melhor presente, que preencheu um vazio deixado havia trinta anos pela morte prematura da minha sogra, Lillian, uma amante dos tecidos – e pela ferida que rasgou meu coração há algumas semanas, com a morte prematura da minha irmã, Márcia. Lillian e eu percorríamos lojas de aviamentos, acariciando lindos tecidos e imaginando roupas elegantes drapeadas, fluidas e aparentemente duradouras. Com a Márcia, o tempo não importava quando entrávamos em uma loja de tecidos. Ela ia direto para as prateleiras repletas de fios. Fileiras de linhas, ondulando e se sobrepondo, mas permanecendo no lugar certo. Entrelaçadas firmemente a si mesmas e às outras linhas.
As fileiras se transformavam em pano. Tecido.
Tecidos sofisticados para confeccionar lindas roupas e vestir a realeza com elegância, mas outros simples o suficiente para proteger o corpo de um indigente.
A morte tem um jeito de rasgar o tecido da nossa alma, deformando a trama, deixando buracos, espaços e lembretes visuais do que já foi. Algo está faltando.
Meu tear é um lembrete de que o tecido, assim como a vida, nos permite tecer fios bonitos para fazer algo ainda mais belo. Que lindos fios você encontrará hoje? E que belo tecido seus fios tecerão? Continue tecendo, minha amiga. Continue tecendo.
Obrigada, Senhor, pelas amizades. Obrigada especialmente por me chamar de Tua amiga, pois confio em Ti para consertar o tecido rasgado da minha alma.
Por favor, ajuda-me a ser uma amiga para alguém hoje.
Prudence LaBeach Pollard