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Há um mês, comecei a fazer meu culto pessoal nas “Horas do Senhor” e percebi que o nascer do sol estava extraordinariamente lindo. Então, saí para tirar uma foto. Foi aí que percebi que aquilo que parecia chuva sobre nossos dois guarda-sóis abertos era na verdade cinzas do céu! Chamei meu marido, Ben, que confirmou que as nuvens eram de fumaça, fuligem e neblina. Entrei em casa e telefonei para minha prima, Carrie.
– Estamos conectando nosso trailer e carregando nossos caminhões. Vamos deixar a casa assim que pudermos – ela me informou. Ben veio me dizer que localizou no Google um incêndio ativo a 56 quilômetros de onde morávamos.
Ele me disse para colocar o que quisesse levar no trailer.
Eu tinha acabado de voltar de um seminário sobre discipulado em Nova York e ainda tinha uma mala parcialmente desfeita, na qual acrescentei duas calças jeans, um par de blusas, um conjunto de suéter, uma saia e uma camisola. Isso será suficiente para durar uma semana ou mais, disse a mim mesma. Daí, voltaremos para casa.
Já havíamos deixado a casa quatro vezes desde que nos mudamos para a cidade de Paradise, no estado da Califórnia, Estados Unidos. Esta seria a quinta vez – mas sempre voltávamos. Portanto, não me preocupei com o “e se”. Simplesmente peguei meu computador, minha Bíblia, a Bíblia do papai, meu iPad, celular e a máquina respiratória com todas as conexões de bateria. No último minuto, eu disse ao Ben: – É melhor pegar seu passaporte, caso precisemos de documentos. Enquanto Ben dava ré em nosso trailer, senti uma estranha convicção de que eu deveria tirar uma foto do trailer e da casa. (Mais tarde descobrimos que a primeira coisa que os investigadores de seguros solicitam é uma foto recente da propriedade.) Fui seguindo o Ben no caminhão com o Buster, nosso cachorro bassê. Logo, eu mal conseguia ver as luzes traseiras do nosso trailer. À medida que os postes telefônicos pegavam fogo e desmoronavam a poucos metros de distância do meu carro, o calor dentro do caminhão foi ficando muito intenso. Em um mundo pecaminoso, o desastre pode vir sobre nós sem aviso prévio.
Será que temos um relacionamento tão próximo com Jesus, que nossa fé vai além de nossas circunstancias? Oro para que tenhamos.