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Versículo:Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Atos 2:37, 38
Quando me arrependo, mudo minha maneira de pensar e de sentir; há mudança até em minha atitude, e a própria direção de minha vida é modificada. Afasto-me do pecado para servir a Deus. Isso não é natural em nós nem podemos fazê-lo quando queremos. O natural é ocultarmos o pecado. “O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará” (Pv 28:13). Não prosperamos mesmo. A vida espiritual estaciona quando não nos arrependemos. Sem confissão sincera, o pecado fica sempre diante de nós (Sl 51:3).
Não como uma acusação, mas como um desvio.
É uma verdadeira tendência, persistente, com uma força superior. Esse sentimento sombrio nos arrasta e não podemos fazer nada para impedi-lo.
Para acabar com isso, Deus nos concede o arrependimento por meio de Jesus Cristo. “O Deus de nossos pais”, disse Pedro ao Sinédrio, “ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-O num madeiro. Deus, porém, com a Sua destra, O exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados” (At 5:30, 31).
No arrependimento, sentimos uma espécie de tristeza. Não a confusa e destruidora tristeza que o pecado deixa, mas uma tristeza em harmonia com Deus.
Ela surge quando o Espírito Santo nos ajuda a compreender toda a maldade do pecado, e nos induz a reconhecê-lo. “Agora, me alegro”, dizia Paulo aos Coríntios, “porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, [...] porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação” (2Co 7:9, 10).
A tristeza do pecado é diferente. Confusa e difícil. Destruidora e perversa. Davi a expressou de forma dramática, porque o pecado é uma contaminação destrutiva.
Nesse processo, ele aniquila todo nosso ser interior. “Enquanto calei os meus pecados”, dizia Davi, “envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. [...] E o meu vigor se tornou em sequidão de estio” (Sl 32:3, 4). Mas, quando confessamos nosso pecado, Deus nos restitui a alegria, e voltamos a viver.
Mario Veloso, 17/5/1997