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Versículo:Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo. [...] Então ouvi o número dos que foram marcados com selo. Eram cento e quarenta e quatro mil. Apocalipse 7:2, 4
Uma das marcas do Apocalipse é sua linguagem simbólica. Outra é o emprego de muitos contrastes. Um deles revela dois grupos que existirão no tempo do fim: os 144 mil, que permanecerão ao lado de Deus e receberão o Seu selo, e os demais, a grande maioria, que receberá outro sinal, a marca da besta.
No final do capítulo 6, encontramos uma descrição parcial do que ocorrerá por ocasião da segunda vinda de Cristo, quando Deus e Seu Filho manifestarão Sua justa ira e a natureza estará em comoção. Ao contemplar essas cenas, em visão, o profeta questiona: "Quem poderá subsistir?" (v. 17). A resposta é imediata e vem por meio da visão simbólica do capítulo 7. Ali, enquanto ventos, que representam as forças do mal, são impedidos pelos anjos de Deus de realizar todo o estrago de que são capazes, aparece outro anjo, cuja missão é colocar um selo uma marca naqueles que são fiéis. Quando isso ocorre, é dito que foram selados os 144 mil. Pouco depois, em nova visão, João contempla o mesmo grupo, completamente salvo no reino de Deus (Ap 14:1).
Você sabe que selo é esse? É semelhante aos selos usados na Palestina, geralmente em um anel. Pressionado contra uma superfície, deixava o nome do proprietário e o de seu pai estampados. No Apocalipse, o selo traz o nome de Jesus e do Pai (Ap 14:1). Com frequência, a Bíblia usa a palavra "nome" para se referir ao caráter. É o que acontece nessa passagem. Deus não colocará uma marca visível na testa de Seus filhos, mas imprimirá neles Seu caráter, de modo que se tornarão "coparticipantes da natureza divina" (2 Pe 1:4). Desde sua conversão, desenvolveram um caráter cada vez mais semelhante ao de Jesus. Assim, no final da história humana, refletirão Sua imagem e estarão em harmonia com Sua lei (Ap 14:12). Esse selo marcará os que são propriedade exclusiva de Deus a fim de protegê-los dos juízos que virão sobre a Terra.
Hoje, sigamos o caminho da verdade, com a plena confiança de que Deus quer nos marcar como Sua propriedade e nos proteger em meio aos eventos finais.