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Versículo:E vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Apocalipse 21:1
Recentemente, Laura e eu compramos um carro “novo”.
Quando você lê isso, pode pensar que saímos da concessionária com um carro zero. Mas não foi bem assim. Do mesmo modo, quem reformou a casa afirma que ela está “novinha em folha”, e o funcionário que se aposentou com 45 anos de trabalho é recebido como o mais “novo” membro do clube de aposentados. Observe que o adjetivo “novo” tem mais de uma conotação, que vai desde algo inédito a algo reformado.
Qual seria o sentido dessa palavra na descrição apocalíptica do “novo céu” e da “nova terra”? Quando lemos as Escrituras, percebemos que Deus ama novidades. A Bíblia diz: “Eis que faço novas todas as coisas” (v. 5). E como isso funciona? Os teólogos discutem se essa renovação seria um grande reset, onde Deus zeraria tudo para instituir um novo começo, ou restauraria o velho mundo para se tornar à semelhança do que era antes do pecado.
O texto de Apocalipse 21:1, assim como o de 2 Pedro 3:13, é praticamente uma citação de Isaías 65:17. Nesse versículo, o profeta dá uma ideia de continuidade e renovação, tendo Jerusalém como o centro da Terra renovada. João também fala da Nova Jerusalém que desce do Céu (Ap 21:3). Uma antiga tradição judaica iguala essa Jerusalém ao Éden ou paraíso perdido. O grego do Novo Testamento usa duas palavras para “novo”: néos e kainós. Néos significa “novo” no sentido de “mais recente no tempo”, e kainós no sentido de “novo em qualidade, diferente em natureza do antigo”. Resumindo, néos significa “inédito” e kainós tem o sentido de “novo e melhorado”. Tanto Apocalipse 21:1 quanto 2 Pedro 3:13 usam o termo grego kainós. Assim, a linguagem bíblica abre margem para entendermos que Deus não fará um novo planeta, mas purificará este em que estamos, dando-lhe uma renovação total.
Teremos um corpo transformado e comeremos os mesmos tipos de frutos que Adão comia, inclusive da árvore da vida.
Tudo será restaurado e nunca mais veremos qualquer traço do grande conflito, exceto as cicatrizes de Cristo, que fazem parte do preço eterno que Ele pagou para que tudo o que agora imaginamos se torne uma realidade.