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Versículo:Não tenha medo dele, pois Eu o entreguei em suas mãos, com todo o seu exército, e dei-lhe também a terra dele. Deuteronômio 3:2
Quase 40 anos depois de os israelitas serem reprovados num desafio que o próprio Deus lhes dera, surgiu uma nova prova. Estavam diante do poderoso e populoso reino de Basã, com dezenas de grandes cidades de pedra, muradas, com portas e ferrolhos, além das cidades sem muros.
As casas, construídas de enormes pedras negras, tornavam os edifícios absolutamente intransponíveis. O território estava cheio de cavernas desertas, precipícios e fortalezas rochosas. Seus habitantes eram descendentes de gigantes, conhecidos por todas as nações vizinhas pela força, violência e crueldade. A coluna de nuvem se moveu até a cidade de Edrei, em uma planície à margem de um tabuleiro abrupto e coberto de rochas vulcânicas pontiagudas, onde o rei gigante Ogue e seu exército aguardavam o confronto. Confiante, Ogue saiu com seu exército e milhares de lanças. Muitos israelitas tremeram de medo. Moisés estava firme na promessa divina, que é o verso de hoje. Sua fé inspirava o povo a confiar em Deus.
O Senhor não os desamparou! Os poderosos gigantes, o rei, as cidades muradas, os exércitos armados e as pétreas fortalezas ruíram. Muitos se recordaram do relatório dos espias. Seus pais haviam sido reprovados por não terem confiado no poder de Deus. Embora em Edrei Deus tivesse posto o povo sob o mesmo desafio de confiar Nele, a prova era mais severa. As dificuldades eram maiores. Porém, importava mais confiar na promessa de que o próprio Deus iria adiante deles e por eles combateria do que o tamanho da prova. Deus não nos permite passar pelos mesmos desafios, sem um grande propósito. Se cremos que Ele nos dirige, precisamos crer que há algo precioso a ser aprendido. Ellen White diz que, assim como provou Israel, “Deus ainda prova Seu povo. E, se fracassamos, Ele nos leva de novo ao mesmo ponto; e na segunda vez a prova será mais rigorosa e ainda mais severa do que a anterior. Esse processo continua até que passemos no teste. E, se ainda assim somos rebeldes, Deus retira de nós Sua luz e nos deixa em trevas” (Patriarcas e Profetas, p. 437).