Devocionales Matutinos

Uma Igreja para Charlie

Mulheres · Do livro Amor Perfeito

Versículo:

Eu lhes dou um novo mandamento: que vocês amem uns aos outros. Assim como Eu os amei, que também vocês amem uns aos outros. Nisto todos conhecerão que vocês são Meus discípulos: se tiverem amor uns aos outros. João 13:34, 35

Quando minha neta Charlie tinha três anos, fui visitá-la no estado do Texas, nos Estados Unidos. Eu morava no estado de Maryland, então só conseguia ver meu filho e sua família duas vezes por ano. Apesar de me ver tão raramente, Charlie veio correndo, com os braços estendidos, gritando: – Vovó! Vovó! Vovó! – E deu um abraço apertado e caloroso nas minhas pernas. Meu coração se derreteu porque minha querida netinha ficou tão feliz em me ver quanto eu em vê-la! Agora adolescente, ela ainda fica feliz em me ver, mas menos animada.

No entanto, a lembrança daquela doce recepção sempre aquece meu coração. Tenho outra lembrança de um “bem-vinda” que teve o efeito oposto em mim.

Em uma manhã de sábado, fui visitar pela primeira vez uma pequena igreja onde tinha um compromisso para falar à tarde. O estande da recepção ficava a uns dois metros da porta e havia três pessoas lá, conversando. Elas me viram, mas continuaram conversando. Então, fiquei na frente do estande e solicitei um boletim.

Um dos três, obedientemente, me entregou a folha sem dizer uma palavra, depois voltou-se para os outros. Eu me perguntei se é assim que eles cumprimentam todos os visitantes. Minha ideia de igreja é um lugar que acolhe calorosamente a todos, sejam membros ou visitantes. Um lugar onde os membros ficam tão felizes em ver os visitantes e uns aos outros quanto Charlie ficou em me ver naquele dia. Um lugar seguro para todos que entram, onde ninguém é julgado pelo que veste, pela cor da pele ou pelo seu passado.

Os membros não precisam ser tão animados quanto a pequena Charlie, de três anos, mas, mesmo assim, devem ser calorosos. Eu imagino a igreja como um verdadeiro refúgio para os pecadores (que inclui todas nós), não um clube para “santos”.

Um lugar onde as pessoas possam ser sinceras sobre seus problemas e não serem julgadas como indignas de comunhão. Um lugar onde uma adolescente como Charlie seja bem-vinda e, sim, amada. Suspeito que todas nós queremos que nossos filhos e netos sejam bem-vindos em nossa igreja. Já que todos são filhos de alguém, por que não tratar todos como se fossem nossos filhos também?

Carla Baker

Devocionais de Sábado, 23 de agosto de 2025 ›